quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Notícia do Projecto bico-vermelho no PortalAmbiente
Para lerem a notícia basta visitarem o seguinte link:
http://www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=7220
terça-feira, 30 de setembro de 2008
K 2156: O Contacto!
terça-feira, 9 de setembro de 2008
As Gralhas-de-bico-vermelho no PNSACV
Após a degustação de uma bela feijoada de gambas, saboreada no refeitório do mercado de Odemira, ruma-mos para Sul em direcção a Sagres, na companhia do Pedro Portela, com o objectivo de observar Gralhas-de-bico-vermelho. Depois de uma hora de viagem deparámo-nos com um grupo de aves que se alimentavam num pousio, de onde se destacava um grupo de aves pretas cuja silhueta nos parecia familiar. Neste grupo, além de Gralhas-pretas (Corvus corone), de imediato se identificaram Milhafres-pretos (Milvus migrans), Peneireiros (Falco tinnunculus), Falcão-peregrino (Falco peregrinus) e, um grupo de 42-46 indivíduos de Gralha-de-bico-vermelho.
Este cenário, à beira mar plantado, além de belo e com a linha do horizonte a afundar-se no mar, era para nós desigual em tudo o que nos ligava à espécie que há muito tempo vimos seguindo nas terras de montanha do norte. Por momentos, fez-nos recordar a ilha de Islay e a linha de costa que aí dá abrigo a dezenas de aves desta espécie.
Após alguns momentos de reflexão sobre as características comuns e as diferenças entre as duas costas a Norte e a Sul da Europa e as nossas serras do interior norte, decidimos partir desta feita para Oeste, na tentativa de observar as Gralhas-de-bico-vermelho a recolherem num outro abrigo, situado na linha de costa para norte do Cabo de Sagres.
Chegados ao destino, após algum tempo de espera, eis que ao longe observamos um par de Gralhas-de-bico-vermelho a aproximar-se, depois mais duas e outra e mais outra, contabilizando num primeiro momento 6 indivíduos.
Enquanto andávamos de um lado para outro atrás de Corvus monedula, o bando que havia-mos observado durante a tarde tinha chegado ao local do dormitório onde tínhamos planeado a espera. E, numa azáfama, lá regressamos nós ao dormitório onde anteriormente tínhamos estado, deparando-nos apenas com meia dúzia de Gralhas-de-bico-vermelho pousadas na falésia sobre o dormitório. A sua permanência durante longos minutos permitiu a observação atenta de algumas características de imaturidade destas aves que nos podem indicar a existência de indivíduos nascidos este ano, e que só recolheram ao dormitório após alguns chamamentos dos possíveis progenitores.
Por esta altura já escurecia, e o vento forte empurrava-nos para dentro da viatura como que a dizer que eram horas de rumar para outro extremo de Portugal, bem a Norte. No entanto, antes de terminar esta breve visita ao extremo SW, não quisemos abandonar o local sem observar a recolha das últimas aves em jeito de despedida.
Desta feita, após um último olhar sobre a silhueta de uma ave negra de bico curvo sobre o mar, lá deixamos a linha de costa um pouco a contra gosto, e dirigimo-nos para Odemira onde haveria de ficar o nosso anfitrião e guia, Pedro Portela. Neste périplo por terras que constituem o último reduto das Gralhas-de-bico-vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocorax) no sul de Portugal deixámos a promessa de uma estreita colaboração em prol desta espécie emblemática e a certeza de lá voltar com mais tempo.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Vídeo-monitorização no núcleo de Gralha-de-bico-vermelho da Serra do Barroso
Com este sistema de vídeo-monitorização pretende-se avaliar o comportamento no interior de um dormitório de Gralha-de-bico-vermelho. O sistema em questão é um sistema de captura e transmissão de imagem e é constituído pelos seguintes elementos: uma câmara de infravermelhos, um computador e a alimentação (bateria). Este sistema de monitorização tem por base a seguinte metodologia: a área do dormitório a captar é filmada por uma câmara de infravermelhos (que tem a particularidade de ser invisível para as aves), que se encontra ligada a uma placa de captura de vídeo, localizada num PC. Através das imagens que nos chegam pelo monitor do interior do dormitório é-nos possível visualizar o número de indivíduos, a hora da entrada e a utilização dos poisos pelos indivíduos.
Com este sistema é também possível a transmissão das imagens capturadas, bastando o computador possuir o software especializado para a transmissão das imagens capturadas via IP e ligação a um modem GPRS, possibilitando assim a visualização das mesmas em qualquer ponto de acesso à Internet e permitindo o seu armazenamento para processamento futuro. Ou seja, a oportunidade de vídeo-monitorização remotamente sem a deslocação ao local.
Durante a campanha de saídas de campo à serra do Barroso foram realizadas filmagens no dormitório comunal. Com este sistema foi-nos possível determinar a hora da 1ª ave a entrar no dormitório, como observar o comportamento dos indivíduos no interior do abrigo.
No quadro abaixo indicado, é possível observar as datas que foram realizadas filmagens, bem como o tempo de filmagem e o número de indivíduos que ocuparam nesse dia o dormitório.

O vídeo seguinte é um exemplo de uma filmagem ao anoitecer.
Caso tenha dificuldade em visualizar os vídeos faça o download dos codecs em:
http://www.free-codecs.com/geovision_cctv_mpeg4_codec_download.htm
Para instalar pressione o botão direito do rato e seleccione instalar.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
terça-feira, 27 de maio de 2008
domingo, 25 de maio de 2008
As Gralhas-de-bico-vermelho também pousam em árvores
Para quem nunca viu uma Gralha-de-bico-vermelho numa árvore, aqui está !!!
For those who never saw a Chough on a tree, here is!!!!
Paulo Barros
domingo, 4 de maio de 2008
Os abrigos de Islay
De entre os naturais foi possível observar escarpas de afloramentos graníticos, e pequenas grutas junto ao mar provocadas pela erosão das ondas.
De entre as antrópicas foram observadas construções antigas, como palheiros, armazéns e bunkers, construções modernas como por exemplo um telheiro (construído em metal) para guardar silagem e fenos.
Por fim, foram ainda observados construções antrópicas construídas com a exclusiva finalidade de potenciar locais de domitório/nidificação para esta espécie. Estas, não são mais do que pequenos palheiros construídos em madeira com duas aberturas a meia altura (tipo janelas) e poisos no seu interior. De referir ainda que os resultados da ocupação destas construções tem sido bastante satisfatória, havendo registos de ocupação por parte de grupos não reprodutores e por casais reprodutores.
Fotos: Paulo Travassos e Maria Bogdanova
Paulo Barros
